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MOEBIUS em Manaus | Circulação Norte

Nossa viagem para Manaus começou de madrugada entre vôos e pequenas dormidas no aeroporto, entre conexões que já não eram apenas mais uma, como dizia no bilhete, mas um acúmulo de todas aquelas histórias que já carregávamos… Éramos bailarinos, técnicos, carregadores, pais, amigos imersos em um aglomerado de experiências entre terra e céu que transformaram sem dúvidas nosso “fazer artístico”, nosso “pensar o coletivo”, nosso “mover".

Depois de tanto viver em tão poucos dias, pois até aqui já haviam passado onze, chegávamos a um novo lugar, que a maioria de nós ainda não conhecia, mas já com certeza tinha uma sensação familiar de acolhimento, pois fomos recepcionados por uma amiga querida, Dani.

Foram diferentes experiências de hospedagem as que tivemos, um casarão artístico, um hotel, um alojamento e agora a casa de uma linda família, que acolheu de coração aberto treze pessoas cheias de energia e animação!

Chegamos já era hora de almoço, e a nossa mãe emprestada por uns dias já nos esperava com um super banquete, com direito a suco de goiaba, maravilhoso! Mas a delicadeza da cidade já tinha sido apresentada pela equipe SESC em um momento anterior, que muito gentilmente nos concedeu nosso deslocamento com nossas malas e equipamentos durante os dias em Manaus, e fez com que nossa passagem por “nossa casa” fosse super rápida, pois já tínhamos montagem marcada no “Les Artistes Café Teatro” onde tivemos a oportunidade de conhecer nossos produtores locais da CRIATÊ (Camila, Epitácio, Cleysson e cia limitada).

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Manaus foi o local mais desafiador em termos de montagem, pois tudo precisou ser adaptado ao que normalmente já oferece a estrutura de um teatro. Dançamos em um espaço 7x7 na altura da plateia, sem coxias e com uma “passagem” realmente mínima de um lado a outro. A montagem das fitas no lugar dos mais altos que já acessamos com a colaboração de uma escada pouco própria e a coragem de nosso querido bailarino Natan, que lindamente assumiu essa responsabilidade nas três sessões.

Almoçamos por lá mesmo enquanto a luz ia sendo montada e afinada pelo Gabriel Velasques, e por aí se seguiu o dia, uma voltinha no centro com a Dani pra buscar tecido pra venda que havia ficado em outra mala em “casa”, na confusão de tempo curto, momentos de concentração e lá estávamos nós em uma nova primeira vez… Foi dia de o meu grupo dançar (ao longo da circulação formamos dois grupos de seis bailarinos que se revezavam entre a direção cenotécnica, o palco e as nenéns), e não sei se porque sabíamos que estávamos nos despedindo em palco do Natan, que logo depois viria a mudar de cidade, mas tivemos momentos singulares de conexão… Tivemos um público lindo e participativo, o que se repetiu nas duas sessões seguintes, assim como nas conversas e na oficina que aconteceu no SESC!

Essa foi, das oficinas, a mais desafiadora também. A confiança foi lentamente conquistada, com uma resistência grande à entrega mas que foi inclusive reconhecida pelos participantes ao fim da oficina quando a sensação já havia se transformado completamente, e percebeu-se o espaço que se abriu à gratidão!

Os laços foram sendo fortalecidos, as descobertas sempre especiais, e esse percurso pelo Norte de nosso Brasil, que se concluía no retorno a Florianópolis, nos transformara para um novo começo, de entrega renovada a esse fazer arte, a esse ser Grão.

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